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Postagens

KIMBA – O Leão Branco

E aí galera! Passando aqui rapidinho pra comentar um mangá que estava na fila. Mais uma criação do genial Osamu Tezuka , a história deste leãozinho é bem interessante (fato que não passou despercebido pela dona Disney). Kimba é o filho de Panja, leão branco que era uma espécie de anti-heroi da selva africana (não, este não vivia na savana). Alguns homens brancos e uma tribo local estão caçando animais na região, e acabam pisando nos calos do felino, que os enfrenta em diversas ocasiões. Os humanos acabam por sequestrar a parceira grávida de Panja, e ela dá à luz Kimba. Contar mais pode estragar alguns detalhes da história, então vou deixar pra quem não sabe, ir atrás de descobrir. Como em outras obras de Tezuka que li, o tom é leve e até infantil, mas nem por isso a história é ruim ou mal contada, longe disso. Um único momento me incomodou (quando os animais cantam), mas é coisa de adulto, provavelmente. Fora a história, o que tenho a comentar sobre a edição em si é o trabal...

Capas Cool: Super-Homem contra o Homem-Aranha

Resgatando um pouco da coluna " Capas Cool ", desta trago o primeiro grande encontro entre a DC e a Marvel Comics e não poderia ter começado maior com um encontro entre o Superman (na época grafado como Super-Homem ) e o Homem-Aranha , os dois maiores ícones das duas empresas até então. Eu resolvi escolher a capa da versão brasileira editada pela Abril em 1986 em formatinho. Antes a Ebal havia aditado no formato original, que era bem maior, em 1977. O encontro foi um acordo incomum para a época e colocou  Gerry Conway , nos roteiros, Ross Andru no lápis e Dick Giordano na arte-final. Eu nunca possui essa edição, mas li emprestado de amigos anos mais tarde e é sim um encontro divertido e claro, bem "clichê", com os dois heróis primeiro entrando em confronto um contra o outro e depois se unindo para derrotar os vilões. Mas vale lembrar que naquela época ainda era novidade, e por tanto, é clichê para os dia de hoje. O trabalho de texto de Conway é bem genérico,...

Ódio entre os nerds!

Essa postagem é um pouco atípica, mas eu acompanho as comunidades nerds dentre os fãs de quadrinhos, cinema, seriados, games, etc, há um bom tempo e cada vez parece que existe uma guerra besta para saber quem é o mais certo de todos! Essas "brigas virtuais" sempre existiram e nunca deixarão de existir, mas às vezes é um sucessão de agressões que me faz pensar o que se passa na cabeça desse povo que não consegue aceitar a opinião do outro. Às vezes o gosto pessoal pode soar "questionável" para uns, mas para outros completamente aceitável. Qualquer assunto vira briga, discussão generalizada, xingamentos... Está ficando normal os "linchamentos virtuais". Fãs da DC e Marvel ou de determinados filmes, seriados, livros, seja lá o que for... são como facções que defendem de forma pobre seus pontos de vista. Ninguém nunca vai estar certo o tempo todo. Nem todos os gostos ou visões são as mesmas, mas podem ser sim discutidas com civilidade. Não sou grande fã, po...

Um brasileiro chamado Zé Carioca

Boa tarde pessoal! Quanto tempo não posto aqui, haha! Enfim, espero ter algo a dizer quando venho postar no Bueiro. Hoje eu terminei de ler este belo livro em quadrinhos e só tenho coisas boas a dizer sobre ele. A princípio, estranhei a capa: cadê aquela roupinha clássica do malandro, que nos foi apresentado lá naquele desenho animado com o pato Donald e um colega mexicano nos anos quarenta? "Alô amigos" mostrava o Zé com aquele visual que, embora legal, não condiz muito com o que o brazuca vestia nos anos seguintes. Aqui, nas mãos do roteirista Ivan Saidenberg (paulista) e do desenhista Renato Canini (gaúcho), o personagem que começou como "Joe Carioca" virou realmente o "Zé" que deveria ser. Quarenta e quatro HQs, em 350 páginas de acabamento luxuoso, nos levam aos anos 70 e à transformação do Joe no brasileiro Zé. A ideia da dupla de autores de mudar o visual dele faz todo o sentido do mundo, não só pelo estilo antiquado da vestimenta, mas pelo c...

Capa dura ou capa cartonada, eis a questão!

Esses dias me deparei no Facebook com um colega questionando a necessidade de capa dura nos quadrinhos no Brasil. A principio não dei muita atenção, pois gosto é pessoal e cada colecionador tem sua forma de ver a coleção que tem por diversos fatores como pode aquisitivo ou colecionismo mesmo. Mas hoje nunca se viu tanto quadrinho em capa dura super luxo indo para as livrarias e agora invadindo as bancas com HQs mais populares. Mas aí vem o real questionamento do colega: quadrinho era pra ser barato, é um entretimento "simples", que era pra ter um acesso mais abrangente. E sim, acredito também nisso. Hoje o quadrinho está chegando num patamar luxo mesmo, para poucos. Essa onda de capa dura chegou para ficar aparentemente, mas está deixando muita gente sem ter como acompanhar. Nunca se viu tantos quadrinhos editados no Brasil e por diversas editoras e em diferentes formatos. Essa tendência de "quadrinho pra livraria" é um "primo distante" de um formato de...

Colony 1ºTemporada (Resenha seriados)

Hoje em dia tem tantas séries genéricas umas das outras que é difícil parar para assistir uma. Eu admito que tenho essa dificuldade de me prender a um seriado. Sei que ha´seriados espetaculares para se assistir, mas tenho esse problema comigo. Pra eu aguentar uma temporada média de 10 episódios, com cada episódio tendo duração padrão de 42min, a série precisa saber me conquistar, ou abandono fácil. Comecei a assistir A Colônia há apenas alguns dias e finalizei até rápido. Essa conseguiu me segurar por toda sua temporada. A trama não é nada genial para um Sci-Fi, onde pessoas estão vivendo numa ambiente controlado por um governo maquiado de ordeiro, mas opressor. A ideia é que houve uma "Chegada" (subtende-se que foi uma invasão alienígena) e agora as populações- ou o que restou delas- vive em ambientes controlados, com um muro de quase um quilometro de altura por toda a extensão para limitar "proteger" as pessoas do que ficou lá fora. Do outro lado? Cidades fanta...

Image Comics e seus 25 anos!

A editora americana Image Comics surgiu como um "grito de liberdade" lá em 1992 quando algumas das maiores estrelas recentes da Marvel debandaram da Casa das Ideias e resolveram criar e administrar seus próprios quadrinhos e personagens. Então surgiu uma "nova era" nos quadrinhos. O que a principio parecia ser inovador, tanto que fez as duas mais antigas, Marvel e DC se reinventarem, logo se mostrou pobre e sem criatividade e mergulhou a industria americana por longo anos num período negro e com poucos arroubos criativos verdadeiros. Mas a história da Image é maior e cheia de nuances de negativos. A começar pela formação dos "chefões" da época de sua criação com  Todd McFarlane (Spawn), Rob Liefeld (Youngblood), Jim Lee (WidCATs), Marc Silvestri (Cyber Force), Erik Larsen (Savage Dragon) e Jim Valentino (Shadow Hawk). Todos eram estrelas de suas HQs e com isso, criou-se uma pequena batalha de egos dentro da editora. Suas criações até dividiam o...