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Guerra da Trindade

Demorei um pouco, mas vamos lá... Se tem uma coisa que eu gostava lá na década de 1980 e um pouco na década de 1990, era quando os heróis se encontravam para juntos resolverem alguma pendenga cósmica ou coisa que o valha. O acontecimento era imediatamente histórico. Sagas como Crise nas Infintas Terras (mais sério pela DC Comics) e  Guerras Secretas (mais galhofa pela Marvel, mas divertido) eram comemoradas. Hoje tudo é pretexto pra HQs dúbias, onde heróis e muitas vezes heróis se esbofeteiem sobre algo que depois fica até de lado. O que quero dizer com tudo isso é encontros de heróis em arcos estendidos ou mega sagas já não têm a mesma graça ou força como antigamente (eu poderia ter dito só isso, né?). Desde que a DC reformulou seu Universo com Os Novos 52, ela vem aos poucos implementando pequenos "micro eventos". Um deles é o Guerra da Trindade onde a Liga da Justiça Dark, Liga da Justiça e Liga da Justiça América entram em vias de fato. A trama escrita a quatro mão por vários roteiristas coloca as três "Ligas" no caminho uma da outra, o que acaba numa luta recheado de sopapos, bravatas, pontapés que desponta para a união, ainda que meio nas coxas das três equipes, tudo por conta da personagem Pandora- personagem essa misteriosa que foi introduzida no Universo DC junto a linha Novos 52 de forma forçada e chata- que faz com que o Superman abra a Caixa de Pandora. Algo aparentemente toma conta do Homem de Aço e ele assassina o Dr. Luz que faz parte da LJA o que causa uma luta entre as equipes. Apesar de todas as confusões, Guerra da Trindade até que corre relativamente bem, tem bons momentos, mas cai na mesmice em muitos outros. No Brasil o leitor precisou comprar edições da Liga da Justiça e Constantine em sua versão Novos 52. O resultado real disso tudo foi o estopim para Vilania Eterna que está sendo editado agora no país. Mas Guerra da Trindade foi bom? Bem, não foi ruim, mas se um dia saísse em encadernado, eu não compraria.

Nota: 7,0

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