Se na estréia a Argentina suou a camisa pra sair no empate de 1x1 contra a Bolívia. O Brasil também correu bastante para tentar não levar um gol. A verdade é que a seleção brasileira começou a partida bem, indo pra cima da Venezuela, ameaçando e tendo o domínio do jogo, mas logo a amorosidade tomou conta do gramado e o time brasileiro começou a ficar pesado, sem criatividade, chato mesmo. O futebol deu lugar a uma sucessão de passes errados, conclusões mixas e sem graça. Com uma “seleção de craques”, o futebol brasileiro parecia um time amador. Sei que brasileiro sempre reclama de tudo. Quando seu time vai bem, ele ovaciona, quando vai mal, chuta o pau da barraca. Mas convenhamos: um “time dos sonhos” como esse e esse resultado pífio, deve dar o que pensar, certo? Eu não tenho gabarito para palpitar ou fazer críticas profissionais sobre o jogo, mas como expectador e torcedor, é óbvios que tenho minhas visões sobre esse futebol. E eu sei que tem algumas coisas erradas ali. Aliás, todo mundo viu! Vamos colocar em pratos limpos: PH Ganso estava apagado, sem brilho, pegava a bola e perdia. O Neymar até que tentou, mas estava verde, afobado, se atrapalhava muito. Alexandre Pato já me parecia mais consciente, sabendo o que estava fazendo, mas não conseguia concluir com precisão. Robinho há tempos não é o “Robinho” de anos atrás. Fez uma apresentação mediana.
Meio de campo muito embolado. Tem uma coisa que sempre noto em todas as seleções do Brasil: a forma de jogar varia um pouco, mas não sai do velho feijão com arroz. Parece datado! Todo mundo já sabe o que fazer com o Brasil. Desde que me entendo por gente que a tática brasileira é a mesma: rodas no meio de campo com a bola de um lado para outro, recuando, atravessando a bola pelas laterais, correndo sempre pelos lados, e com pouca criatividade pelo meio de campo. O Brasil é um time que vai e volta no mesmo lado do campo sempre que está arredio, procurando acertar, mas acaba sempre o jogo arrastado, sem avanço. Todos os técnicos da Seleção trabalharam assim, acho que com exceção do Dunga, que colocava o time pra frente. Na verdade, nem sei se isso tem a ver com o técnico, porque parece que está no DNA da seleção Canarinho. Essa “tática” de medo. Mas uma coisa pode-se dizer: seleção de craques não vence campeonato. Seleção de estrelas só deixa o time egocêntrico e parado. E parado é o que mais se viu. No jogo ninguém corre pra pegar uma bola, tomar ou disputar. Ficam todos esperando que a bola chegue nos pés. Ninguém quer confrontar e lutar com garra.
Agora vou dizer: Mano Menezes é um cara inteligente, que joga com a cabeça. Mas ele está esquentando a cadeira pra outra pessoa e pra mim tem que ser Muricy Ramalho! O Mano não tem conseguido fazer uma boa seleção, não tem conseguido arrumar o time no meio de campo e o ataque é sem precisão. Não tem criatividade! Gosto muito do ex-técnico do Corinthians, mas ele não tem feito porra nenhuma. O Brasil tem estado sem garra, sem motivação. E isso num sou eu que digo não. Uma pesquisa entre profissionais da área de jornalismo esportista aqui de Fortaleza essa visão fica mais do evidente. Eu achava que era só eu que pensava assim. Mano Menezes não vence nada com essas táticas “Made in Espanha” ou seja lá como for. E só pra finalizar: a Globo é chata! Putaquepariu! Passou o dia todo “lambendo” o cu da seleção, fazendo um “auê” em cima dos jogadores “stars”, exaltando demais. Eu entendo que a reportagem faz parte, é uma coisa legal e tal. Mas a Globo fica endeusando a coisa toda e aí quando o Brasil perde, fica cuspindo pro lado. É um jornalismo circense esse da área esportiva da emissora carioca. E como é chato, puta merda.
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