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Resenhas de DC Comics: The New 52 (resenha quadrinhos)


Aquaman sem dúvidas era um dos títulos mais esperados. The Flash era uma dúvida mais do que esperado. No final vale dizer que são títulos que têm algo potencial e podem melhorar ou ficarem na mesmice. Vai depender muito do decorrer das próximas edições.

Aquaman #01
Muita gente estava esperando o Aquaman que Geoff Johns tanto alardeou e que ele mesmo está escrevendo. Primeira coisa que vale dizer é que Johns parece estar sofrendo de falta de tempo, pois só isso explica a forma monossilábica com que ele vem escrevendo alguns trechos de suas edições. Liga da Justiça e Lanterna Verde deixaram isso bem claro, e eu imaginei que ele estivesse guardando texto para Aquaman, mas a revista sofre do mesmo mal. Veja bem: não estou dizendo que a edição é ruim ou qualquer coisa do tipo. A ideia é boa! Eu gostei mesmo. O problema é que Johns pega uma situação e arrasta a revista toda dando pequenos espaços para que outras coisas aconteçam. Quem leu Flash, Sociedade da Justiça e Lanterna Verde antes do The New 52 sabe bem do que eu estou falando. Mas tem boas passagens a revista, pois o roteirista brinca com o personagem, o chamando de “galhofa” pela boca dos personagens secundários. A cena no restaurante de frutos do mar é legal, divertida mesmo. O pior é que muito do que se fala zuando com o Aquaman é algo mais comum do que parece, afinal, o herói não tem um visual muito arrojado. Essa foi uma bela sacada do Johns que aproveita a deixa para mostrar que o personagem tem um enorme potencial e que irá calar a boca das pessoas que pensam mal do herói- e isso foi uma mensagem direta do escritor que afirma que vai mudar a vida do “rei dos mares” como nunca fora feito antes- se bem que Peter David fez isso muito bem quando colocou uma barba no Aquaman e lhe arrancou uma mão. Quanto ao traço de Ivan Reis... o cara faz o melhor. Sempre! O Aquaman já ganha status só em ter a arte de Reis no traço dele. Joe Prado como arte-finalista às vezes escorrega na tinta, deixando o traço de Reis meio duro, mas não compromete o resultado final. No fim, é uma revista que promete, se Johns começar a colocar pilha pra valer no cara. Pode ser um bom título.

Primeira impressão quando olhei: Ótimas expectativas.
Impressão depois de lida: Promete.

The Flash
Quando eu vi na capa Francis Manapul (desenhista) e Brian Buccellato (cores) logo me indaguei: onde está o roteirista? Bom, quando “abri” a revista no programa que leio, vi algo que me preocupou, e é a de que Manapul e Buccellato cuidaram dos textos. Eu conhecia o trabalho de Manapul como roteirista faz tempo. Buccellato também nem se fala, veterano na área, mas não sabia que ambos escreviam. Talvez porque não escrevam! A DC tem estado atônita quanto a isso, colocando muitos desenhistas para cuidar de roteiros e o que tem se visto é uma sucessão de “HQs Image Comics 1992” caindo como moscas. Desculpa aos artistas, mas nem todo desenhista consegue escrever bem e se torna um roteirista muito limitado pela arte, afinal, o “painel da hora vem antes do texto”. São poucos os que conseguem fazer isso com maestria. Mas para minha surpresa Tha Flash (com Barry Allen- esse sim sofreu um reboot forte) não é uma edição ruim. Tem um pouco de coisa boa ali. Não é fantástico, não é fase de Mark Waid ou Geoff Johns, mas talvez possa ser alguma coisa. O problema aqui é que a o texto parece querer ser inteligente, instigante, mas está no máximo sendo burocrático e cumprindo seu papel. Agora a arte de Manapul melhorou muito desde alguns anos atrás. O cara tá mandando bem. Pena que não tenha muita arte-final e sim cores por cima do lápis. Eu particularmente não curto muito. Pode melhorar, mas não espero muito dessa HQ.

Primeira impressão quando olhei: Duvidosa.
Impressão depois de lida: Mediana.

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