
Aquaman sem dúvidas era um dos títulos mais esperados. The Flash era uma dúvida mais do que esperado. No final vale dizer que são títulos que têm algo potencial e podem melhorar ou ficarem na mesmice. Vai depender muito do decorrer das próximas edições.
Aquaman #01

Muita gente estava esperando o Aquaman que Geoff Johns tanto alardeou e que ele mesmo está escrevendo. Primeira coisa que vale dizer é que Johns parece estar sofrendo de falta de tempo, pois só isso explica a forma monossilábica com que ele vem escrevendo alguns trechos de suas edições. Liga da Justiça e Lanterna Verde deixaram isso bem claro, e eu imaginei que ele estivesse guardando texto para Aquaman, mas a revista sofre do mesmo mal. Veja bem: não estou dizendo que a edição é ruim ou qualquer coisa do tipo. A ideia é boa! Eu gostei mesmo. O problema é que Johns pega uma situação e arrasta a revista toda dando pequenos espaços para que outras coisas aconteçam. Quem leu Flash, Sociedade da Justiça e Lanterna Verde antes do The New 52 sabe bem do que eu estou falando. Mas tem boas passagens a revista, pois o roteirista brinca com o personagem, o chamando de “galhofa” pela boca dos personagens secundários. A cena no restaurante de frutos do mar é legal, divertida mesmo. O pior é que muito do que se fala zuando com o Aquaman é algo mais comum do que parece, afinal, o herói não tem um visual muito arrojado. Essa foi uma bela sacada do Johns que aproveita a deixa para mostrar que o personagem tem um enorme potencial e que irá calar a boca das pessoas que pensam mal do herói- e isso foi uma mensagem direta do escritor que afirma que vai mudar a vida do “rei dos mares” como nunca fora feito antes- se bem que Peter David fez isso muito bem quando colocou uma barba no Aquaman e lhe arrancou uma mão. Quanto ao traço de Ivan Reis... o cara faz o melhor. Sempre! O Aquaman já ganha status só em ter a arte de Reis no traço dele. Joe Prado como arte-finalista às vezes escorrega na tinta, deixando o traço de Reis meio duro, mas não compromete o resultado final. No fim, é uma revista que promete, se Johns começar a colocar pilha pra valer no cara. Pode ser um bom título.
Primeira impressão quando olhei: Ótimas expectativas.
Impressão depois de lida: Promete.

Quando eu vi na capa Francis Manapul (desenhista) e Brian Buccellato (cores) logo me indaguei: onde está o roteirista? Bom, quando “abri” a revista no programa que leio, vi algo que me preocupou, e é a de que Manapul e Buccellato cuidaram dos textos. Eu conhecia o trabalho de Manapul como roteirista faz tempo. Buccellato também nem se fala, veterano na área, mas não sabia que ambos escreviam. Talvez porque não escrevam! A DC tem estado atônita quanto a isso, colocando muitos desenhistas para cuidar de roteiros e o que tem se visto é uma sucessão de “HQs Image Comics 1992” caindo como moscas. Desculpa aos artistas, mas nem todo desenhista consegue escrever bem e se torna um roteirista muito limitado pela arte, afinal, o “painel da hora vem antes do texto”. São poucos os que conseguem fazer isso com maestria. Mas para minha surpresa Tha Flash (com Barry Allen- esse sim sofreu um reboot forte) não é uma edição ruim. Tem um pouco de coisa boa ali. Não é fantástico, não é fase de Mark Waid ou Geoff Johns, mas talvez possa ser alguma coisa. O problema aqui é que a o texto parece querer ser inteligente, instigante, mas está no máximo sendo burocrático e cumprindo seu papel. Agora a arte de Manapul melhorou muito desde alguns anos atrás. O cara tá mandando bem. Pena que não tenha muita arte-final e sim cores por cima do lápis. Eu particularmente não curto muito. Pode melhorar, mas não espero muito dessa HQ.
Primeira impressão quando olhei: Duvidosa.
Impressão depois de lida: Mediana.
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